O primeiro voo de Santos Dummont com o 14 Bis

No dia 23 de outubro de 1906, Santos Dummont alçou voo pela primeira vez com seu avião, o 14 Bis. Desta forma, entrou para história ao fazer do 14 bis o primeiro objeto mais pesado que o ar a voar sem a ajuda de impulsos externos.

O primeiro voo ocorreu nos campos de Bagatelle, em Paris, fazendo com que o imenso público que ali estava ficasse boquiaberto. O episódio foi amplamente divulgado, com grande admiração em todo o mundo. As fotografias tiradas no dia serviram de registro para que todos os jornais acreditassem na façanha realizada pelo brasileiro.

[VÍDEO] O último voo dos kamikazes

[VÍDEO] O último voo dos kamikazes

A partir de 1944, nos momentos finais da Segunda Guerra Mundial durante a campanha do Pacífico, diversos navios de guerra Aliados passaram a sofrer ataques suicidas deflagrados por militares pertencentes às Forças Armadas Imperiais japonesas. Esta desesperada tática, fruto das sucessivas derrotas militares japonesas neste período do conflito, foi desencadeada por militares conhecidos como kamikazes, ou “vento divino”.

AS ÚLTIMAS CARTAS DOS KAMIKAZES

Fairy Soap: anúncio racista dos anos 1940

Em um anúncio racista publicado nos anos 1940, uma garota branca pergunta para uma negra “Por que sua mãe não limpa você com sabão de fada (Fairy Soap)?”. A ideia era mostrar o quão eficiente poderia ser o sabão, apelando justamente para uma situação puramente racista.

O anúncio racista dos anos 1940

Antes utilizados como cartazes e panfletos espalhados pelas cidades e mesmo em propagandas de cinemas, os anúncios evoluíram para outros meios de comunicação em massa, como as publicidades televisivas a partir dos anos 1940 e 1950, ocorrida com o crescimento da venda de televisores para o grande público.Após a Revolução Industrial e a consequente expansão dos parques industriais ao redor do mundo, as empresas começaram a explorar cada vez mais os anúncios publicitários.

Desde o início, o marketing empresarial utilizou bastante o apelo racista, vez que era um espelho do pensamento da sociedade da época. Desta forma, era muito comum ver propagandas de cunho racista, onde se via uma criança branca perguntando para a outra, que é negra propositalmente, o porquê da mãe não usar nela um determinado sabão, para que assim a criança negra ficasse branca.

Com o final da Segunda Guerra Mundial e a consequente recessão econômica que atingiu boa parte dos países do mundo, as indústrias e seus setores de marketing passaram a se preocupar com a ampliação do mercado e, desta forma, começaram a se precaver de criarem propagandas racistas para não excluírem essa fatia do mercado, até então pouco explorada. Apenas em meados os anos 1950 que os anúncios racistas foram sendo deixados de lado. Nos Estados Unidos, tais anúncios vigoraram por mais tempo até e só foram cancelados com a igualdade de direitos civis entre brancos e negros.

Referências:
“Why Doesn’t your mamma wash you with Fairy Soap?”. © Fairbank, N.K., Company. Smithsonian Institution.
“Racist Ads”. Stanford School of Medicine.
“The History of Fairy Soap”. Fairies World.
Willi Ruge salta de paraquedas sobre Berlim em 1931

Willi Ruge salta de paraquedas sobre Berlim em 1931

Imagem registrada sob a perspectiva do fotógrafo de guerra alemão Willi Ruge no momento em que saltava de paraquedas sobre a cidade de Berlim, no ano de 1931.

Willi Ruge pratica paraquedismo sobre Berlim em 1931.

Imagem registrada sob a perspectiva do fotógrafo de guerra alemão Willi Ruge no momento em que saltava de paraquedas sobre a cidade de Berlim, no ano de 1931.

Willi Ruge

Willi Ruge (1882-1961) foi um fotojornalista alemão que se especializou em imagens de aviões e atuou como fotógrafo de guerra durante a Segunda Guerra Mundial. Antes, em 1931, fotografou o momento durante um salto de paraquedas de sete minutos sobre a cidade de Berlim. Embora seus amigos tivessem tentado dissuadi-lo, Ruge arriscou sua vida para produzir essa visão em uma época com poucos recursos. A imagem foi publicada na revista Berliner Zeitung Illustrirte.

Referências:
Metropolitan Museum of Art.
© Willi Ruge. 20,4 × 14,1 cm. Museu de Arte Moderna de Nova York. Coleção Walther Thomas.

Crianças sendo deportadas do Gueto de Lodz

Crianças do gueto de Lodz sendo enviadas para o campo de extermínio de Chelmno durante a ação “Gehsperre”, 1942.

A operação Gehsperre e a deportação das crianças do gueto de Lodz

Em 1942, nas primeiras semanas de setembro, a SS promoveu a ação “Gehsperre”. Durante 7 dias, crianças, idosos e doentes, num total de mais de 20 mil pessoas, foram deportados do gueto de Lodz e vilas vizinhas para o primeiro campo de extermínio que fora criado: Chelmno. Nas palavras de Himmler, Chelmno era uma das “death boxes” (“caixas da morte”). Os prisioneiros ao chegarem no campo de extermínio eram recebidos por homens de jaleco branco e enviados para uma sala onde retiravam as roupas e deixavam os pertences.

O passo seguinte consistia em colocar todos os recém chegados dentro de um caminhão, onde as portas eram lacradas e um tubo conectado ao escapamento do veículo era ligado à câmara dos prisioneiros. Em 10 minutos a maioria morria sufocada por asfixia pelo monóxido de carbono. Quem permanecesse vivo seria executado pelos guardas. Apenas 5% daqueles que viviam no gueto de Lodz sobreviveram ao final da guerra, segundo dados levantados pelo jornal The Independent.

Referências:
Foto: Instytut Pamieci Narodowej, Poland, 1 de setembro de 1942. ID: 50328. United State Holocaust Memorial Museum.
“Children from the Marysin colony who were rounded-up during the “Gehsperre” action in the Lodz ghetto, march in a long column towards a deportation assembly point.”. United State Holocaust Memorial Museum.
“The last ghetto: life and death in Lodz”. The Independent.
Casa dos Vettii: a casa em Pompeia que sobreviveu ao Vesúvio

Casa dos Vettii: a casa em Pompeia que sobreviveu ao Vesúvio

Casa dos Vettii

A Casa dos Vettii, pertencente a dois irmãos prósperos, Aulus Vettius Conviva e Aulus Vettius Restitutus, comerciantes que alcançaram a liberdade e a riqueza, é famosa por seus afrescos bem preservados e arquitetura imponente. Os afrescos da Casa dos Vettii são particularmente notáveis, retratando cenas do cotidiano romano, mitologia e até mesmo aspectos eróticos, refletindo a complexidade e a riqueza da cultura romana

E Erupção do Monte Vesúvio em Pompeia

A erupção do Monte Vesúvio em 79 d.C. é um dos eventos vulcânicos mais catastróficos e conhecidos da história. A erupção resultou na completa destruição das cidades romanas de Pompeia, Herculano e várias outras áreas próximas. O Vesúvio, um vulcão localizado próximo à Baía de Nápoles na Itália, expeliu uma nuvem de pedras, cinzas e gases vulcânicos a uma altura de cerca de 33 quilômetros, liberando 100.000 vezes a energia térmica liberada pelas bombas de Hiroshima e Nagasaki.

Pompeia, localizada a cerca de 8 quilômetros do vulcão, foi sepultada sob uma camada de cinzas e piroclastos de 4 a 6 metros de profundidade. A cidade foi perdida por quase 1.700 anos antes de sua redescoberta em 1748. O que tornou a erupção particularmente mortal foi a combinação de queda de cinzas, lapilli (pedras pequenas) e fluxos piroclásticos – uma mistura superaquecida de gases quentes, cinzas e rochas.

Tais fluxos piroclásticos atingiram Pompeia e outras cidades com velocidades de até 700 km/h e com temperaturas de cerca de 300°C. A maioria dos habitantes de Pompeia morreu instantaneamente devido ao calor extremo, e seus corpos foram preservados pelas cinzas que os cobriram, criando moldes vazios que foram mais tarde preenchidos com gesso pelos arqueólogos para revelar suas últimas posições na vida.

“Primeiro, a terra tremeu forte, depois o dia se tornou noite e o céu desabou impondo toneladas de cinzas e rochas; por fim, o ‘magma’ selou a existência de uma das mais prósperas cidades do Império Romano — Pompeia desapareceu horas após a erupção do vulcão Vesúvio.”

O linchamento de um homem negro motivado por ódio racional

O linchamento de um homem negro motivado por ódio racional

Na imagem, o linchamento de um homem negro nos EUA motivado por ódio racial

Na imagem, o linchamento de um homem negro nos EUA motivado por ódio racial

A imagem chocante pode levar as pessoas a acreditarem que se trata de um momento registrado durante a escravidão. Contudo, o registro foi feito no ano de 1937, quando a abolição havia ocorrido em todo o Ocidente. O cenário retrata um dos inúmeros linchamentos motivados por ódio racial que ocorreram com frequência nos Estados Unidos, especificamente em Louisiana que registrou centenas desse tipo de crime. Na imagem, o homem acusado sumariamente de ter matado um homem branco no Mississipi, é amarrado a uma árvore e linchado até a morte. A situação somente começou a mudar quando o movimento pelos Direitos Civis começou a ganhar força nos Estados Unidos entre os anos 1950 e 1960.

Topsy, a elefanta que foi eletrocutada em público

A imagem mostra o exato momento em que a elefanta de circo, Topsy, é eletrocutada diante de uma plateia de 1500 pessoas em Coney Island, Nova York, Estados Unidos, em 1903. Nascida 28 anos antes, a elefanta entrou para o circo “Forepaugh Circus“, onde sofria tratamentos degradantes por parte de seu domador.

Topsy

Cansada de receber pontas de cigarro acesas como alimento, Topsy matou o domador e mais 2 pessoas. A partir de então, o circo passou a buscar meios de se livrar do animal. A American Society for the Prevention of Cruelty to Animals (Sociedade Americana de Prevenção Contra Crueldade de Animais), negou o pedido de enforcamento da elefanta na época. Sem uma alternativa, Thomas Edison convenceu a associação para que deixasse que Topsy fizesse parte de um experimento para provar os perigos da corrente alternada.

Na época, Edison disputava com Nicola Tesla qual o tipo de corrente seria mais eficaz. O primeiro defendia a corrente contínua, já o segundo defendia a corrente alternada. Então, em 1903 finalmente as associações protetoras de animais de Coney Island decidiram que Edison fizesse o experimento com Topsy. Assim, diante de uma plateia de 1500 pessoas, o animal recebeu uma corrente de 6,600 volts, morrendo em menos de 1 minuto.

O experimento fez com que Thomas Edison ganhasse notoriedade e demonstrasse e difamasse a corrente alternada e os experimentos de Tesla. Destes experimentos cruéis veio a surgir o conceito de cadeira elétrica, usado posteriormente pelo sistema prisional americano para cumprir as penas de morte. Anos depois, Topsy ganhou um monumento em homenagem a sua dor.

Foto: Thomas Edison, 1903.

Agim Shala: criança é entregue aos pais em um campo de refugiados

Agim Shala, de apenas 2 anos de idade, sendo passado pelo arame farpado pelos braços de seus avós no Campo de Refugiados na Albânia, 1999. A fotografia ganhou o prêmio Pulitzer do Washington Post e foi reconhecida como um símbolo da Guerra do Kosovo.

A Guerra do Kosovo e a fuga da família de Agim Shala

Durante a guerra do Kosovo, a comunidade albanesa lutava pela independência da província contra as forças de segurança sérvia (Iugoslávia), os familiares de Agim Shala precisaram migrar para o Campo de Refugiados de Kukes, Albânia. Infelizmente os avós de Agim Shala não puderam entrar no campo até que uma ordem fosse liberada. Para que o neto pudesse ficar protegido, eles o passaram por um buraco no arame farpado.

A tensão entre os separatistas albaneses e o governo da Iugoslávia, comandado pelo presidente Slobodan Milosevic, aumentou no final de 1998, quando o Exército de Libertação do Kosovo intensificou suas ações e passou a controlar parte da província. Naquele mesmo ano, negociações começaram a ocorrer entre os separatistas albaneses, o exército de Milosevic e algumas potências mundiais.

Durante as negociações ficou acertado que seria reconhecida a autonomia do Kosovo e tropas de paz da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) substituiriam as tropas sérvias, para que o acordo de paz entrasse em vigor. Contudo, o acordo fracassou, visto que os sérvios aceitaram reconhecer a autonomia do Kosovo, mas tal acordo fora negado pelo grupo separatista albanês e, ao mesmo tempo, o exército sérvio negou a presença das tropas de paz da OTAN, intensificando ainda mais o conflito e iniciando a Guerra do Kosovo em 24 de março com a invasão da Iugoslávia pela OTAN.

Foto: Carol Guzy/Washington Post/Getty Images