Casa dos Vettii: a casa em Pompeia que sobreviveu ao Vesúvio

Casa dos Vettii: a casa em Pompeia que sobreviveu ao Vesúvio

Casa dos Vettii

A Casa dos Vettii, pertencente a dois irmãos prósperos, Aulus Vettius Conviva e Aulus Vettius Restitutus, comerciantes que alcançaram a liberdade e a riqueza, é famosa por seus afrescos bem preservados e arquitetura imponente. Os afrescos da Casa dos Vettii são particularmente notáveis, retratando cenas do cotidiano romano, mitologia e até mesmo aspectos eróticos, refletindo a complexidade e a riqueza da cultura romana

E Erupção do Monte Vesúvio em Pompeia

A erupção do Monte Vesúvio em 79 d.C. é um dos eventos vulcânicos mais catastróficos e conhecidos da história. A erupção resultou na completa destruição das cidades romanas de Pompeia, Herculano e várias outras áreas próximas. O Vesúvio, um vulcão localizado próximo à Baía de Nápoles na Itália, expeliu uma nuvem de pedras, cinzas e gases vulcânicos a uma altura de cerca de 33 quilômetros, liberando 100.000 vezes a energia térmica liberada pelas bombas de Hiroshima e Nagasaki.

Pompeia, localizada a cerca de 8 quilômetros do vulcão, foi sepultada sob uma camada de cinzas e piroclastos de 4 a 6 metros de profundidade. A cidade foi perdida por quase 1.700 anos antes de sua redescoberta em 1748. O que tornou a erupção particularmente mortal foi a combinação de queda de cinzas, lapilli (pedras pequenas) e fluxos piroclásticos – uma mistura superaquecida de gases quentes, cinzas e rochas.

Tais fluxos piroclásticos atingiram Pompeia e outras cidades com velocidades de até 700 km/h e com temperaturas de cerca de 300°C. A maioria dos habitantes de Pompeia morreu instantaneamente devido ao calor extremo, e seus corpos foram preservados pelas cinzas que os cobriram, criando moldes vazios que foram mais tarde preenchidos com gesso pelos arqueólogos para revelar suas últimas posições na vida.

“Primeiro, a terra tremeu forte, depois o dia se tornou noite e o céu desabou impondo toneladas de cinzas e rochas; por fim, o ‘magma’ selou a existência de uma das mais prósperas cidades do Império Romano — Pompeia desapareceu horas após a erupção do vulcão Vesúvio.”

Shi Cheng: a Atlântida chinesa

Shi Cheng: a Atlântida chinesa

Um dos grandes muros que rodeiam a cidade milenar

Após anos mergulhada sob as águas do lago Qiandaohu, Shi Cheng, a Atlântida chinesa, foi redescoberta em 2002.

Qiandaohu é um lago artificial de águas cristalinas. Localizado na província chinesa de Zhejiang, Qiandaohu só surgiu após a construção da primeira hidrelétrica chinesa no rio Xin em 1959. Atualmente o território ao redor do lago possui uma natureza exuberante, composta por diversas ilhotas e um parque florestal que é lar de 90 espécies de aves e 60 espécies de outros animais selvagens.

Beleza exuberante das milhares de ilhas formadas após a construção da represa em 1959

Invisível e esquecida abaixo do lago Qiandao, a cidade milenar já fora centro político e econômico do leste chinês.

Antes de 1959, porém, a região que hoje ocupa o lago era composta por pequenas vilas de pescadores; todas elas tendo desaparecido conforme o rio tomava a região com a construção da hidrelétrica. Entretanto, o que mais impressiona na região é a cidade de Shi Cheng, conhecida como a Atlântida chinesa.

Detalhe de entalhe no muro de Shi Cheng

As antigas gravuras na murada ao redor da cidade ainda permanecem intactas.

No sopé da montanha Wu Shi encontrava-se uma cidade antiga conhecida como Shi Cheng (“Cidade do Leão”), construída durante a Dinastia Han (25 dC — 200). Como o reservatório — em 1959 — havia sido projetado para inundar qualquer área abaixo de uma altitude de 108 metros acima do nível do mar, Shi Cheng desapareceu sob as águas do rio Xin.

 Estátuas e detalhes chineses tradicionais e milenares

As estruturas em Shi Cheng foram construídas há 1.300 anos. Longe do vento e do sol muitos detalhes mantiveram-se intactos.

Apenas em 2002 foram encontrados os primeiros resquícios da cidade milenar submersos a 40 metros de profundidade. Usando um sonar para realizar o levantamento das vilas que haviam sido engolidas pelo lago Qiandaohu, empresas de pesquisa arqueológica encontraram a cidade do Leão quase intacta.

Arcos monumentais, estradas de pedras, templos e os tradicionais muros chineses que corriam ao redor da cidade permanecem em perfeitas condições

Shi Cheng, cidade milenar e apelidada de Cidade do Leão devido às Montanhas dos Leões que a cercam, ficou escondida sob as águas do lago desde 1959.

Arcos monumentais, estradas de pedras, templos e os tradicionais muros chineses que corriam ao redor da cidade ainda estavam em perfeitas condições, assim como alguns prédios construídos durante a Dinastia Ming e Quing.
Apesar de ter sido redescoberta no início dos anos 2000, a cidade do Leão ainda está sendo estudada e não existem passeios turísticos e de mergulho oficiais para ver de perto Shi Cheng.

Apenas em 2002 foram encontrados os primeiros resquícios da cidade milenar submersos a 40 metros de profundidade

Detalhe da escultura entalhada no muro ao redor da cidade do Leão.

Referências:
—  “An underwater old city – Lion City, Qiandao Lake”. Big Blue Scuba Diving International.
—“China’s Atlantis”. Daily Mail, 2014.