Capacetes alemães usados como troféus de guerra

Capacetes alemães dispostos em forma de piramide sendo utilizados como decoração e troféu de vitória do fim da Primeira Guerra Mundial.

Na foto tirada em 17 de abril de 1919, milhares de capacetes alemães são presos em uma parede para servirem como troféu e decoração na parada da vitória em Londres.

Foto: “German Helmets Decorating Wall”. © Underwood & Underwood/Corbis. ID: VV2529.
Shi Cheng: a Atlântida chinesa

Shi Cheng: a Atlântida chinesa

Um dos grandes muros que rodeiam a cidade milenar

Após anos mergulhada sob as águas do lago Qiandaohu, Shi Cheng, a Atlântida chinesa, foi redescoberta em 2002.

Qiandaohu é um lago artificial de águas cristalinas. Localizado na província chinesa de Zhejiang, Qiandaohu só surgiu após a construção da primeira hidrelétrica chinesa no rio Xin em 1959. Atualmente o território ao redor do lago possui uma natureza exuberante, composta por diversas ilhotas e um parque florestal que é lar de 90 espécies de aves e 60 espécies de outros animais selvagens.

Beleza exuberante das milhares de ilhas formadas após a construção da represa em 1959

Invisível e esquecida abaixo do lago Qiandao, a cidade milenar já fora centro político e econômico do leste chinês.

Antes de 1959, porém, a região que hoje ocupa o lago era composta por pequenas vilas de pescadores; todas elas tendo desaparecido conforme o rio tomava a região com a construção da hidrelétrica. Entretanto, o que mais impressiona na região é a cidade de Shi Cheng, conhecida como a Atlântida chinesa.

Detalhe de entalhe no muro de Shi Cheng

As antigas gravuras na murada ao redor da cidade ainda permanecem intactas.

No sopé da montanha Wu Shi encontrava-se uma cidade antiga conhecida como Shi Cheng (“Cidade do Leão”), construída durante a Dinastia Han (25 dC — 200). Como o reservatório — em 1959 — havia sido projetado para inundar qualquer área abaixo de uma altitude de 108 metros acima do nível do mar, Shi Cheng desapareceu sob as águas do rio Xin.

 Estátuas e detalhes chineses tradicionais e milenares

As estruturas em Shi Cheng foram construídas há 1.300 anos. Longe do vento e do sol muitos detalhes mantiveram-se intactos.

Apenas em 2002 foram encontrados os primeiros resquícios da cidade milenar submersos a 40 metros de profundidade. Usando um sonar para realizar o levantamento das vilas que haviam sido engolidas pelo lago Qiandaohu, empresas de pesquisa arqueológica encontraram a cidade do Leão quase intacta.

Arcos monumentais, estradas de pedras, templos e os tradicionais muros chineses que corriam ao redor da cidade permanecem em perfeitas condições

Shi Cheng, cidade milenar e apelidada de Cidade do Leão devido às Montanhas dos Leões que a cercam, ficou escondida sob as águas do lago desde 1959.

Arcos monumentais, estradas de pedras, templos e os tradicionais muros chineses que corriam ao redor da cidade ainda estavam em perfeitas condições, assim como alguns prédios construídos durante a Dinastia Ming e Quing.
Apesar de ter sido redescoberta no início dos anos 2000, a cidade do Leão ainda está sendo estudada e não existem passeios turísticos e de mergulho oficiais para ver de perto Shi Cheng.

Apenas em 2002 foram encontrados os primeiros resquícios da cidade milenar submersos a 40 metros de profundidade

Detalhe da escultura entalhada no muro ao redor da cidade do Leão.

Referências:
—  “An underwater old city – Lion City, Qiandao Lake”. Big Blue Scuba Diving International.
—“China’s Atlantis”. Daily Mail, 2014.
A construção e queda do icônico muro de Berlim

A construção e queda do icônico muro de Berlim

Soldado alemão ajudando uma criança a voltar para o lado Oriental. Ações como essa eram extremamente perigosas, pois podiam ser encaradas como traição. Foto: Museum Syndicate.

Soldado alemão ajudando uma criança a voltar para o lado Oriental do Muro de Berlim. Ações como essa eram extremamente perigosas, pois podiam ser encaradas como traição. Foto: Museum Syndicate.

Durante 28 anos, vizinhos, familiares e amigos viram suas relações cortadas com aqueles que amavam devido à cisão da Alemanha em duas: Alemanha Ocidental e Oriental, separadas pelo icônico Muro de Berlim.

A construção e queda do Muro de Berlim

A construção do Muro de Berlim começou em 13 de agosto de 1961 e simbolizou a separação ideológica, política e econômica pela qual o mundo passava e havia se formado após o fim da Segunda Guerra Mundial. Primeiramente as duas partes da Alemanha ficaram separadas apenas por uma cerca improvisada de arame. Posteriormente, o muro começou a ser construído; de um lado estava o Capitalismo, do outro o Socialismo. O mundo agora estava pautado em uma nova Ordem Mundial: a bipolaridade. Para alguns defensores do Capitalismo, a Alemanha Ocidental representava a liberdade e a porção Oriental a prisão. O fato é que a passagem de um lado para o outro era proibido, contudo, muita gente tentou atravessar a barreira física construída, arriscando a própria vida nessa empreitada.

Finalmente em 9 de novembro de 1989, após mais de 20 anos de cisão, com o fim próximo da União Soviética, o muro foi derrubado sob os olhares do mundo. Mais que o fim de uma barreira física, aquele ato foi também o símbolo de uma Era que ruía junto com o império soviético. A queda do muro de Berlim representou a vitória do Capitalismo e o enterro daquele cenário político mundial que havia nascido pós-Segunda Guerra Mundial.

Fotos do Muro de Berlim

Soldados da Alemanha Oriental formam uma barreira no lugar onde seria construído o muro para impedir que as pessoas passem de um lado ao outro. Foto: Deutsches Bundesarchiv

Soldados da Alemanha Oriental formam uma barreira no lugar onde seria construído o muro para impedir que as pessoas passem de um lado ao outro. Foto: Deutsches Bundesarchiv

Soldado pulando do lado Oriental para o Ocidental após terminar de colocar a cerca de arame. Foto: © picture-alliance/dpa

Soldado pulando do lado Oriental para o Ocidental após terminar de colocar a cerca de arame. Foto: © picture-alliance/dpa

Construção do muro de Berlim. Foto: © picture-alliance/dpa

Construção do muro de Berlim. Foto: © picture-alliance/dpa

O dia em que as duas Alemanhas voltariam a ser uma, 1989. Foto:© picture-alliance/dpa

O dia em que as duas Alemanhas voltariam a ser uma, 1989. Foto:© picture-alliance/dpa

Quando o muro caiu, 1989. Milhares de pessoas passam para o lado Ocidental para uma breve visita. Foto: © picture-alliance/dpa

Quando o muro caiu, 1989. Milhares de pessoas passam para o lado Ocidental para uma breve visita. Foto: © picture-alliance/dpa

Referencias:
urlong, Ray. “Berlin Wall memorial is torn down”. BBC News.
Images of the Berlin Wall. German Mission in the United States.

A inauguração da estátua da Liberdade

Foto tirada no dia da inauguração da Estátua da Liberdade, 1886.

Estátua da Liberdade

A estátua foi projetada pelo escultor francês Frédéric Auguste Bartholdi e construída por Gustave Eiffel. Após meses sendo transportada da França para os Estados Unidos, finalmente o trabalho minucioso chegou ao fim em janeiro de 1886. A estátua estava separada em várias partes para facilitar o transporte, mais precisamente em 214 pedaços que só foram remontados já em solo americano. Em 28 de outubro de 1886 houve a festa de inauguração da estátua com vários navios soltando fogos de artifício, como pode se ver na imagem.

A Estátua da Liberdade é uma figura feminina vestida representando Libertas, uma deusa romana. Ela segura uma tocha acima de sua cabeça e no braço esquerdo carrega uma tábula com a inscrição “JULY IV MDCCLXXVI” (4 de Julho de 1776) em algarismos romanos, data da Declaração de Independência dos Estados Unidos. A corrente quebrada encontra-se a seus pés. A estátua se tornou um ícone da liberdade e dos Estados Unidos e era uma visão acolhedora para os imigrantes que chegam do exterior.

Foto:  H. O’Neil/U.S. gov’t Library of Congress/National Geographic Creative. ID: 426561.
Heracleion: a cidade perdida

Heracleion: a cidade perdida

Estátua gigante da cidade de Thonis-Heracleion

Foto: ©Franck Goddio/Hilti Foundation/Christoph Gerigk

Fundada por volta do século 8 a.C, Heracleion quase desapareceu dos registros e da memória da humanidade após ficar desaparecida por 1200 anos.

Heracleion: a cidade perdida no fundo do mar

Heracleion foi fundada antes de Alexandria e servia como porta de entrada para todas as embarcações mercantes que iam para o Antigo Egito. Até o ano 2000, nenhum arqueólogo fazia ideia de onde a cidade se encontrava, até que o arqueólogo Franck Goddio em conjunto com o Instituto Europeu de Arqueologia Subaquática (IEASM), encontrou os primeiros traços de Thonis-Heracleion (Thonis era o nome dado pelos gregos e Heracleion era um nome egípcio). Utilizando-se aparelhos sofisticados, o IEASM localizou as primeiras construções a cerca de 150 metros de profundidade. Ao todo foram encontrados 64 navios enterrados na argila e areia, moedas de ouro e bronze, várias estátuas gigantes, pedras com inscrições em grego antigo e egípcio e algumas dezenas de sarcófagos.

Os especialistas acreditam que a cidade desapareceu devido a uma série de combinações de fenômenos geológicos, tais como terremotos, tsunamis e o próprio afundamento do solo, com a liquefação deste. Após desaparecer, os únicos registros restantes estavam em documentos antigos. Logo, o seu nome foi deixado de lado quando outros grandes centros de comércio surgiram. Na expedição em 2000, partes da cidade de Canopus também foram descobertas.

Thonis-Heracleion

Referências:
Thônis-Heracleion. Institut Européen D’Archéologie Sous-Marine.
Gray, Richard. Lost city of Heracle gives up its secrets. The Telegraph, 2013.
Heracleion Photos: Lost Egyptian City Revealed After 1,200 years under sea. The Huffingtonpost, 2013.