Topsy, a elefanta que foi eletrocutada em público

A imagem mostra o exato momento em que a elefanta de circo, Topsy, é eletrocutada diante de uma plateia de 1500 pessoas em Coney Island, Nova York, Estados Unidos, em 1903. Nascida 28 anos antes, a elefanta entrou para o circo “Forepaugh Circus“, onde sofria tratamentos degradantes por parte de seu domador.

Topsy

Cansada de receber pontas de cigarro acesas como alimento, Topsy matou o domador e mais 2 pessoas. A partir de então, o circo passou a buscar meios de se livrar do animal. A American Society for the Prevention of Cruelty to Animals (Sociedade Americana de Prevenção Contra Crueldade de Animais), negou o pedido de enforcamento da elefanta na época. Sem uma alternativa, Thomas Edison convenceu a associação para que deixasse que Topsy fizesse parte de um experimento para provar os perigos da corrente alternada.

Na época, Edison disputava com Nicola Tesla qual o tipo de corrente seria mais eficaz. O primeiro defendia a corrente contínua, já o segundo defendia a corrente alternada. Então, em 1903 finalmente as associações protetoras de animais de Coney Island decidiram que Edison fizesse o experimento com Topsy. Assim, diante de uma plateia de 1500 pessoas, o animal recebeu uma corrente de 6,600 volts, morrendo em menos de 1 minuto.

O experimento fez com que Thomas Edison ganhasse notoriedade e demonstrasse e difamasse a corrente alternada e os experimentos de Tesla. Destes experimentos cruéis veio a surgir o conceito de cadeira elétrica, usado posteriormente pelo sistema prisional americano para cumprir as penas de morte. Anos depois, Topsy ganhou um monumento em homenagem a sua dor.

Foto: Thomas Edison, 1903.

Sussurro da Baleia: baleias-jubarte ao lado de mergulhadores

Um grupo de mergulhadores é registrado ao lado de uma baleia-jubarte e seu filhote nas águas costeiras da Ilha de Roca Partida, México, 2015.

Sussurro da Baleia (Whale Wisperers)

Fotografada por Anuar Patjane Floriuk, a imagem ganhou o primeiro lugar no National Geographic Traveler Photo Contest (Concurso de Fotografia National Geographic Para Viajantes) e foi intitulada de “O Sussurro da Baleia” (Whale Wisperers), vez que segundo o próprio fotógrafo, quando se está perto, é possível escutar de uma forma “esmagadoramente bela e forte” as ondas sonoras emitidas pelas baleias para se comunicarem entre si.

Referências
Imagem: Anuar Patjane Floriuk
National Geographic
Fósseis de baleias no Deserto do Atacama

Fósseis de baleias no Deserto do Atacama

Fosseis de baleias no Deserto do Atacama

Fosseis de baleias encontrados em pleno Deserto do Atacama, no Chile. Foto de Rodrigo Terreros e Jorge Arévalo.

Há alguns anos uma grande descoberta chamou a atenção de arqueólogos e historiadores; foram encontrados 70 fósseis de baleias no deserto do Atacama, o mais seco do mundo localizado no Chile. Durante a duplicação da rodovia Pan-americana, que atravessa o continente, pesquisadores do Museu Paleontológico de Caldera foram chamados para averiguar a ossada peculiar.

Dos 20 esqueletos completos encontrados, um era de um filhote recém nascido. A explicação para tal descoberta decorre do fato de que há 7 milhões de anos o Atacama era ocupado pelas águas do mar, contendo uma alta biodiversidade.

O achado ainda levou os pesquisadores a estudar os motivos que levaram os animais à morte a causa do mar se transformar em um deserto. Uma das explicações encontradas para a região hoje compreender um deserto se baseia na teoria das placas tectônicas e nas grandes regressões marítimas do período Mioceno.

Referência:
Um tesouro no deserto chileno“. Ciência Hoje.
Fósseis de baleias no Deserto do Atacama

A raia gigante

Capturada em 1933 perto de Nova Jersey, a raia da espécie Manta foi uma das maiores já registradas.

Foto: “Giant Devilfish Caught by Fisherman”. © Bettmann/CORBIS. 9 de novembro de 1933. ID: U242266ACME.

A foto acima, tirada entre agosto e novembro de 1933, mostra uma raia gigante do gênero Manta, pertencente a uma das maiores espécies de raias existentes.

Também chamada de peixe diabo, o animal é encontrado em águas temperadas, subtropicais e tropicais. Apesar do tamanho considerável, as raias Manta não são perigosas ou agressivas, ao contrário, são animais que se alimentam apenas de zoo plânctons que ficam em suspensão na água; exatamente por isso, elas são conhecidas como “filtradoras”.

A Manta gigante, aqui representada, foi capturada pelo capitão A. Kahn e um grupo de amigos que pescavam anchovas próximo à região de Nova Jersey. Foi constatado que o peixe pesava mais de 5.000 quilos, com mais de 20 metros de largura, sendo considerado o maior exemplar já registrado.

Capitão com sua captura.

A maior raia já registrada e capturada, 1933. Foto de autor desconhecido.

A raia fora capturada quando se enroscou na rede de pesca do barco. Após não conseguir se soltar, o animal foi rebocado até a Marina de Hansen em Brielle, Nova Jersey, onde a imagem foi feita. Posteriormente, ela foi levada para uma exposição em Nova Iorque. Na foto, o Capitão Kahn é mostrado — ao centro — segurando um feto de 18 centímetros de diâmetro nascido após o mãe raia morrer. Assim como em 1933, milhares de outras situações como essa se repetiram ao longo da história e por isso, atualmente as raias Manta são animais ameaçados de extinção.

Recorte de notícia sobre a morte e captura da raia gigante, 1933.

Recorte de notícia sobre a morte e captura da raia gigante, 1933.

Referência:
– “Giant Devilfish Caught by Fisherman“. CORBIS. 9 de novembro de 1933. ID: U242266ACME.
– MARTIN, R. A. “Manta Ray (Manta birostris) FAQ“. Centre for Shark Research.
– “Great Manta, Brielle, NJ – 1933“. Mike’s Maritime Memorabilia.
– “Manta“. Florida Museum of Natural History.
– “Mantas at a Glance“. Manta Trust Foundation.
Fósseis de baleias no Deserto do Atacama

Cavalos: os guerreiros esquecidos

Na imagem, vários cavalos são enterrados após morrerem na Batalha de Haelen, travada entre o exército belga e alemão em 12 de agosto de 1914, na Bélgica. Milhões desses animais morreram durante a Primeira Guerra. Foto: “Burying horses, Battlefield of Haelen”. Library of Congress, Prints and Photographs Division, Washington, D.C. 20540 USA. ID: LC-B2- 3249-11.

Há quase 100 anos ocorria a Primeira Guerra Mundial. Nela, milhares de soldados pereceram nas frentes de batalhas e junto deles, mais de oito milhões de cavalos também enfrentaram e morreram no front.

Um cavalo magro, solitário e quase moribundo permanece parado ao lado do corpo sem vida de seu condutor enquanto a imagem registra o momento. Não é possível saber quanto tempo ele ficou parado ali; nem qual foi seu destino.

Por muitos anos o grande público desconheceu a realidade dos cavalos de guerra, em especial daqueles que participaram da Primeira Guerra Mundial.

Cavalo permanece ao lado do corpo de seu condutor. Imagem do livro “War Horses”.

Na primeira foto é possível ver uma grande quantidade de corpos equinos sendo enterrados em uma vala comum. Essas imagens foram cenas rotineiras há quase 100 anos, mostrando o papel crucial que esses guerreiros esquecidos tiveram nas frentes de batalha.

Para se ter ideia da quantidade de cavalos perdidos durante o conflito, basta observar as estatísticas inglesas. Dos quase um milhão de equinos que deixaram a Grã-Bretanha em direção à Frente Ocidental, somente 60 mil retornaram para casa.

Esses cavalos foram usados como animais de carga, de alimentos e munições, na linha de frente, como transporte aos feridos ou mesmo como mero meio de transporte dos soldados. Exatamente por isso, eram alvos mais fáceis de serem atingidos do que os homens e podiam causar danos diversos e custosos demais ao inimigo, caso morressem.

Após os exércitos perceberem que os animais eram alvos fáceis das metralhadoras e dos gases venenosos, a utilidade dos cavalos foi reduzida nos campos de batalha. Entretanto, eles continuaram atuando com força nas demais funções que lhes eram designadas. Apesar de diversos trabalhos terem sido apresentados a respeito da participação desses animais em guerras, somente agora são publicados livros e produzidos filmes que chegam ao grande público contando um pouco mais sobre a realidade desses guerreiros que por anos ficaram esquecidos.

Referências:
– HARDMAN, Robert. “Unshakeable courage of the real War Horses: The eight million forgotten animals who were killed on the frontline“. Daily Mail, 2011.
– “Who were the real war horses of WW1?“. BBC.org.
– “Animals during the war“. BBC.org.
– “Untold story of the million horses sent to front line in First World War“. The Mirror, 2011.