Crianças sendo deportadas do Gueto de Lodz

Crianças do gueto de Lodz sendo enviadas para o campo de extermínio de Chelmno durante a ação “Gehsperre”, 1942.

A operação Gehsperre e a deportação das crianças do gueto de Lodz

Em 1942, nas primeiras semanas de setembro, a SS promoveu a ação “Gehsperre”. Durante 7 dias, crianças, idosos e doentes, num total de mais de 20 mil pessoas, foram deportados do gueto de Lodz e vilas vizinhas para o primeiro campo de extermínio que fora criado: Chelmno. Nas palavras de Himmler, Chelmno era uma das “death boxes” (“caixas da morte”). Os prisioneiros ao chegarem no campo de extermínio eram recebidos por homens de jaleco branco e enviados para uma sala onde retiravam as roupas e deixavam os pertences.

O passo seguinte consistia em colocar todos os recém chegados dentro de um caminhão, onde as portas eram lacradas e um tubo conectado ao escapamento do veículo era ligado à câmara dos prisioneiros. Em 10 minutos a maioria morria sufocada por asfixia pelo monóxido de carbono. Quem permanecesse vivo seria executado pelos guardas. Apenas 5% daqueles que viviam no gueto de Lodz sobreviveram ao final da guerra, segundo dados levantados pelo jornal The Independent.

Referências:
Foto: Instytut Pamieci Narodowej, Poland, 1 de setembro de 1942. ID: 50328. United State Holocaust Memorial Museum.
“Children from the Marysin colony who were rounded-up during the “Gehsperre” action in the Lodz ghetto, march in a long column towards a deportation assembly point.”. United State Holocaust Memorial Museum.
“The last ghetto: life and death in Lodz”. The Independent.

Agim Shala: criança é entregue aos pais em um campo de refugiados

Agim Shala, de apenas 2 anos de idade, sendo passado pelo arame farpado pelos braços de seus avós no Campo de Refugiados na Albânia, 1999. A fotografia ganhou o prêmio Pulitzer do Washington Post e foi reconhecida como um símbolo da Guerra do Kosovo.

A Guerra do Kosovo e a fuga da família de Agim Shala

Durante a guerra do Kosovo, a comunidade albanesa lutava pela independência da província contra as forças de segurança sérvia (Iugoslávia), os familiares de Agim Shala precisaram migrar para o Campo de Refugiados de Kukes, Albânia. Infelizmente os avós de Agim Shala não puderam entrar no campo até que uma ordem fosse liberada. Para que o neto pudesse ficar protegido, eles o passaram por um buraco no arame farpado.

A tensão entre os separatistas albaneses e o governo da Iugoslávia, comandado pelo presidente Slobodan Milosevic, aumentou no final de 1998, quando o Exército de Libertação do Kosovo intensificou suas ações e passou a controlar parte da província. Naquele mesmo ano, negociações começaram a ocorrer entre os separatistas albaneses, o exército de Milosevic e algumas potências mundiais.

Durante as negociações ficou acertado que seria reconhecida a autonomia do Kosovo e tropas de paz da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) substituiriam as tropas sérvias, para que o acordo de paz entrasse em vigor. Contudo, o acordo fracassou, visto que os sérvios aceitaram reconhecer a autonomia do Kosovo, mas tal acordo fora negado pelo grupo separatista albanês e, ao mesmo tempo, o exército sérvio negou a presença das tropas de paz da OTAN, intensificando ainda mais o conflito e iniciando a Guerra do Kosovo em 24 de março com a invasão da Iugoslávia pela OTAN.

Foto: Carol Guzy/Washington Post/Getty Images

Rosália Lombardo: a “Bela Adormecida” de Palermo

Atual estado do corpo da menina Rosália Lombardo, falecida aos 2 anos de idade e embalsamada em Palermo, Itália, 1920.

Rosália Lombardo

Rosália Lombardo era uma menina italiana que morreu em decorrência de uma pneumonia em 6 de dezembro de 1920, aos 2 anos de idade. Seu pai pediu, na época, ao Dr. Alfredo Salafia (1869-1933), um reconhecido embalsamador para que a mantivesse preservada, pois detestava a ideia de nunca mais ver o rosto de sua filha amada. Apelidada de “A Bela Adormecida”, Rosália tornou-se um dos últimos corpos a ser admitidos na “Catacumbas dos Capuchinhos de Palermo”. Durante muito tempo seu processo de embalsamamento foi um mistério e mantido em segredo. Seu corpo, aparentemente, nunca entrou em decomposição, preservando seu rosto de criança.

Referências:
“Lost “Sleeping Beauty” Mummy Formula Found”. October 28, 2010. Retrieved April 24, 2011.
Vincent J. Musi (1995)

Um pequeno republicano marcha durante a Guerra Civil Espanhola

Um pequeno republicano marcha pelas ruas de um vilarejo não identificado durante a Guerra Civil Espanhola.

O front republicano e a Guerra Civil Espanhola

A Guerra Civil Espanhola (1936-39), foi uma revolta militar contra o governo republicano da Espanha, apoiado por elementos conservadores dentro do país. Quando um golpe militar inicial não conseguiu tomar o controle de todo o país, uma sangrenta guerra civil se sucedeu. Os nacionalistas receberam apoio da Alemanha nazista. Os republicanos receberam ajuda da União Soviética, bem como de Brigadas Internacionais, compostas por voluntários da Europa e dos Estados Unidos.

Os nacionalistas, com amplo apoio bélico, sobretudo da poderosa Alemanha e de sua Legião Condor, avançaram implacavelmente, enfrentando uma feroz resistência republicana, composta de milícias com armas inferiores e treinamento militar inadequado. O governo republicano recuou de Madri para Valência até, finalmente, se exilar em Barcelona no ano de 1937. Milhares de espanhóis de esquerda foram forçadas ao exílio, sendo que muitos deles fugiram para campos de refugiados no sul da França. Foi estabelecida uma ditadura liderada pelo general Francisco Franco e, no rescaldo da guerra, todos os partidos de direita foram fundidas na estrutura do regime ditatorial. Franco governou a Espanha pelos 36 anos seguintes, até a data de sua morte em 20 de novembro de 1975.

Crianças leais ao General Franco fazem a saudação nazista

Duas crianças leais ao General Francisco Franco fazem a saudação militar fascista durante a Guerra Civil Espanhola.

O General Franco e a Guerra Civil Espanhola

A Guerra Civil Espanhola (1936-39), foi uma revolta militar contra o governo republicano da Espanha, apoiado por elementos conservadores dentro do país. Quando um golpe militar inicial não conseguiu tomar o controle de todo o país, uma sangrenta guerra civil se sucedeu. Os nacionalistas receberam apoio da Alemanha nazista. Os republicanos receberam ajuda da União Soviética, bem como de Brigadas Internacionais, compostas por voluntários da Europa e dos Estados Unidos.

Os nacionalistas, com amplo apoio bélico, sobretudo da poderosa Alemanha e de sua Legião Condor, avançaram implacavelmente, enfrentando uma feroz resistência republicana, composta de milícias com armas inferiores e treinamento militar inadequado. O governo republicano recuou de Madri para Valência até, finalmente, se exilar em Barcelona no ano de 1937. O grupo nacionalista, liderado pelo General Francisco Franco, venceu o conflito e o ditador governou a Espanha pelos 36 anos seguintes, até a data de sua morte em 20 de novembro de 1975.

Foto: STF/AFP/Getty Images